terça-feira, 30 de novembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

EU NÃO GOSTO DE POLÍTICA





Por Christyne Rodrigues




Quantas vezes você já ouviu esta frase, vinda de algum amigo, familiar, ou até mesmo dito por você? Evidencia-se este tipo de comentário geralmente em época de eleições, quando começa-se a debater mais intensamente o posicionamento e as ações de cada candidato e partido. O horário político, de fato, pouco diz sobre os projetos de cada candidato. Com o tempo tão restrito, eles geralmente só tem tempo de fazer sua “promessa de campanha” e dizer seu número, mas nunca existe tempo para que eles expliquem como, por exemplo, vão aumentar os salários, ou garantir as aposentadorias, que a gente já sabe bem, são os primeiros a serem cortados do orçamento, depois que eles assumem.
Fazer política, pela ótica do setor público, é estruturar ações para o bem comum da sociedade; sociedade esta que os distintos irão representar ao apropriar-se de um cargo público. Fazer política não é vender um produto, daqueles que você compra, dá defeito e você nunca mais consegue trocar. Penso até que, em tempos de internet, cada candidato, a qualquer posto público, deveria ter um blog, descrevendo ali todos os seus feitos, seu histórico político, explicando sobre a viabilidade de cada projeto proposto em campanha (com dados factuais de preferência), esclarecendo a população. Como um currículo mesmo! Afinal, eles estão sendo contratados por nós (sociedade) e é do nosso bolso que sairão suas viagens turísticas e suas cirurgias plásticas.
Ou você permitiria que uma babá fosse contratada para ficar o dia inteiro dentro de sua casa, com sua filha, sem antes tentar conhecer tudo sobre ela? Fazer política, sob o viés da sociedade, é escolher com responsabilidade, cobrar com autoridade as propostas que lhes foram feitas, e ainda, ao perceber que contratou um “mau funcionário”, agir para desligá-lo do cargo, a fim de dar oportunidade para alguém mais competente.
Está na hora de amadurecermos, enquanto sociedade. Está na hora de assumirmos que, se o crime organizado aumenta, é porque existem pessoas corruptas dentro das instituições de poder; existe uma malha podre sustentando um sistema falido. E tudo só chegou no ponto em que está, porque brasileiro “não gosta de política”.
Para estes, eu tenho um recado; Você está o tempo todo fazendo política! Não existe um ser humano na face da terra que não pratique política, já que, política é relacionar-se, com os seus e sua comunidade. Você pode sim, fazer a política da ação, assumindo para si a responsabilidade de conhecer profundamente o currículo daquele que você contrata para ocupar um cargo público, ou se excluir, fazendo a política da passividade, da omissão. De uma forma ou de outra, você estará fazendo política.
Portanto, largue de mão este jargão ultrapassado e inócuo e vá a luta amigo. Assuma para si o compromisso de escolher alguém que trabalhe sério, só para variar, e cobre desempenho deste (a) sujeito(a).
Se você ficar aí “não fazendo política”, alguém o fará por você! Isto é fato!

terça-feira, 6 de julho de 2010

NOVOS HORIZONTES À VISTA

 


Por Christyne Rodrigues




Ano de 2006. É lançada ao mercado mais uma ferramenta de entretenimento na Rede Internet – o Twitter. Assim que surgiu, foi utilizada de forma tão descomprometida, que sofreu várias críticas. Por seu aspecto banal, foi tratada como obsoleta, pensou-se inclusive que não vingaria, tendo em vista que aqueles que se incorporavam na tal rede eram considerados alienados; tamanho era o preconceito cultural que o Twitter sofreu. Passados 3 anos, o Twitter alcança o patamar de uma ferramenta multiuso, talvez a mais versátil e dinâmica de todas as ferramentas da Rede. Penetra no mercado, na sociedade, na comunicação e na política, sem sequer abrir mão de seu uso inicial - as conversações leves e corriqueiras que respondem a pergunta:
O que você está fazendo agora?

Mas o Twitter vem em resposta a varias outras perguntas, do tipo:
O que você está pensando?
Como você está se sentindo?
O que você tem para me mostrar?
O que está acontecendo aí?

Para quem sabe ser sucinto e objetivo, o Twitter é capaz de enviar em apenas 140 caracteres toda a gama de informações possíveis: textos, vídeos, músicas, livros; a partir do uso de links. É interminável a sua capacidade de disseminação! É a ferramenta mais incontrolável da Internet. 
De celular, em celular, governos caem, ditaduras são burladas; informações e produtos disseminados pelo mundo todo, em microssegundos, sob a forma de microtextos.

Como já dizia Castells (A Galáxia Internet), “a internet é uma Rede de comunicação global, mas o uso da Internet é produto da ação humana, perante condições específicas de uma história diferenciada”.

terça-feira, 29 de junho de 2010

PREPOTÊNCIA E PRECONCEITO

ESTAMOS À UM PASSO DA BARBÁRIE


Por Christyne Rodrigues




Olho para os lados, e veja bem, sou uma parabólica que olha para todos os lados, incessantemente. Vejo líderes mundiais dizendo que os homossexuais são uma doença e penso nas campanhas de Gobbles, na Alemanha nazista; quando o alvo eram os judeus, também tratados como aberrações.
Vejo políticos desviando verbas da saúde, da educação, do desenvolvimento urbano para suas cuecas e penso: como pode?
Vejo empresários irresponsáveis economizando em infraestrutura para poder lucrar um oceano de petróleo, literalmente.
Vejo prédios caindo junto com os sonhos de uma vida inteira.
Vejo desabamentos de encostas, que não foram gerados pelo temporal, mas pela falta de investimento em urbanização, mais uma vez, dinheiro nas cuecas!
Vejo gente dormindo no chão e fumando pedra para diminuir a fome.
Vejo gente matando gente, por um pouco mais de poder.
Vejo a TV falando da copa, da moda, de curiosidades;  papos amenos, entende? Vende mais.
Vejo preconceito racial, social, de gênero e até de espécie! Sim, existem pessoas que pensam ser melhores do que outras.
Prepotência e preconceito, dois sintomas clássicos da mais pura ignorância.
Pensam ser espertos, juram que estão se “dando bem”.
Mas eu pergunto: Será que eles  compraram um passe para algum planeta habitável que só eles conhecem? Quando a água acabar, as terras estiverem estéreis e os animais extintos, para onde eles fugirão? Onde eles irão se esconder da própria vergonha?
A única diferença que vejo hoje entre os tempos da barbárie e os dias que vem chegando, é que, naquele tempo ainda havia água potável, e terra fértil; os homens se respeitavam e preservavam a vida.
Nosso grande desenvolvimento aponta, dia após dia, para uma ignorância sem fim e sem volta!
Parabéns Homo Sapiens Sapiens! 
 


quinta-feira, 24 de junho de 2010

VERDADES E MITOS SOBRE A DTV


 

Por 
Christyne Rodrigues

A TV digital é uma realidade, o mercado de equipamentos eletrônicos está em êxtase; a indústria da informação, em alta; a copa, o natal, o deslumbramento que todo o “novo” gera nos consumidores, a ânsia de se ter uma na sala de casa.
Parcelamos a perder de vista - diz o vendedor.
Imagem e som de cinema - diz o telejornal.
Interatividade total – é o que todos dizem...
Mas o que me encanta mesmo na DTV é o fato dela ser uma resposta ao desenvolvimento comunicacional de nossa sociedade. Não que eu acredite que a dita interatividade seja algo mais do que um dispositivo reativo, que ofereça ao consumidor a chance de responder pesquisas de opinião, ou de comprar facas guinsu, sem ter que usar o telefone. O fato é que, com a transmissão televisiva entrando na fase da tecnologia digital, abrem-se espaços para a produção independente, para a convergência de mídias e de conteúdos, para a diversidade que existe e transparece quando agregamos multidões.
Com a DTV em conexão global estende-se o poder da grande mídia sobre as comunicações; mas junto com este poder, amplia-se o alcance das transmissões, desenvolve-se a rede telemática. Os tentáculos do sistema crescem, mas crescem junto com ele, paralelo e competitivo, o eco das vozes dissonantes. Retoma-se o conceito do videotrash; do fundamental ao trivial;  laboratórios de criação, desenvolvimento de ideias. Um iPhone na mão e uma ideia na cabeça! Glauber Rocha ia amar isto...
Assim como um dia a internet foi criada por militares para controlar as pessoas, e, por sorte, ou destino, caiu nas mãos do povo e saiu do controle; quem sabe a DTV, criada para facilitar o resgate do monopólio da informação, caia na realidade e acabe sendo adaptada por esta sociedade emergente, criativa, colaborativa, participativa e muito “plugada”; que anda por aí, em forma de anônimos, construindo e desconstruindo conceitos. Sentidos para a própria existência.